V.tal: Negociações começam mal
A primeira rodada de negociação com a diretoria da V.tal ocorreu ontem à tarde e não foi nada boa. Por várias razões, mas principalmente pela intenção de retirar conquistas históricas dos trabalhadores. Ficou claro que, para a empresa, o momento de negociação coletiva não é para discutir avanços e melhorias, mas sim para cortar benefícios e direitos.
A V.tal quer aumentar a jornada de trabalho para 44h semanais, diminuir o valor pago de horas extras e também o VA/VR das extras. Por fim, pretende acabar com o empréstimo de férias. Tudo isso em troca de um reajuste nos salários de apenas metade da inflação acumulada, ou seja, 1,86%. Nos benefícios, o reajuste é simplesmente zero!
Até parece brincadeira. Para a direção da empresa, o mês da data-base serve para ela, e o momento anual de negociação coletiva é para atender a empresa, não para você. Para eles, o trabalhador não tem importância. A pauta de reivindicações entregue em 1º de agosto foi solenemente ignorada. Nem tocaram em ponto algum de nossos pleitos.
Resultado prático
Como é óbvio, não concordamos com nenhum retrocesso e não vamos abrir mão de discutir a pequena pauta que apresentamos aos dirigentes empresariais desde o início do mês passado. Fizemos questão de pontuar nossa discordância e deixar claro que não vamos aceitar discutir a pauta da empresa.
A única coisa positiva da reunião foi que, por consenso, agendamos uma nova rodada de negociação para a próxima terça-feira, dia 17.
Veja abaixo a pauta de reivindicações de 2024, entregue em nome de todos os trabalhadores e trabalhadoras da Livre, que é o nosso norte para as negociações deste ano!
• Reajuste de 10% nos salários em 1º de setembro de 2024;
• Reajuste de 10% nos benefícios em 1º de setembro de 2024;
• Ajuda de custo de R$ 250,00 mensais para trabalhadores em regime de home office, mesmo no formato híbrido;
• Auxílio-creche para todos os trabalhadores com filhos até 7 anos;
• Capacitação/requalificação profissional em Inteligência Artificial e 5G;
• Negociação coletiva em caso de reestruturação que leve a demissões;
• Homologações com a participação da entidade sindical;
• Obrigatoriedade das empresas prestadoras de serviços cumprirem as convenções e/ou acordos coletivos estaduais existentes;
• Abono em dezembro de uma carga extra de VA/VR a título de cesta natalina;
• Acordo com validade de 2 anos;
• Manutenção de todas as demais cláusulas do atual Acordo Coletivo de Trabalho.