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Campanha Salarial nas Operadoras será lançada em LIVE dia 27/07

21/07/2021 - 19h13 - Federação Livre - Redação

Uma live a ser transmitida pelo Facebook e YouTube  da Federação Livre e WEB TV SinttelRio no dia 27/07, às 19 horas, com a presença do economista José Silvestre do Dieese e os coordenadores das Comissões de Negociações da Livre nas operadoras Algar, Claro, Oi, Tim e Vivo será o pontapé inicial para as discussões com as empresas. Trabalhadores podem e devem participar e tirar dúvidas pelo Chat ao vivo.

A pauta nacional unificada foi definida em seminário realizado pela internet no dia 15/07 e reuniu  diretores/as da Federação Livre, diretorias executivas dos sete sindicatos filiados, integrantes das Comissões de Negociação Coletivas da Federação, diretores de base e delegados sindicais nas operadoras, empresas de Teleatendimento e Terceirizadas de Rede. E assim, cinco reivindicações foram consideradas essenciais para as negociações.

Reajustes nos salários e benefícios pelo INPC integral na data base – Este ano, a negociação dos acordos coletivos com as operadoras tratarão SOMENTE  das cláusulas econômicas, porque os acordos têm validade de dois anos. A data base nas Operadoras Claro, Vivo, Algar e Tim é setembro. Na Oi, ainda este ano será em novembro. Mas, no ano que vem será antecipada para setembro, junto com as demais empresas.

As comissões de negociação dos trabalhadores buscam os reajustes integrais do INPC, repondo aos salários o seu poder de compra. Exceção para a Operadora Vivo que já garantiu na negociação de 2020 reajuste automático do INPC INTEGRAL na data base deste ano. A previsão do Dieese é que o INPC chegue a 9,52%.

Na Pauta Nacional Unificada definida pelos SINTTELs do AM, CE, ES, PE, RJ, RN e RO filiados à Federação Livre, estão o Teletrabalho, com ajuda e custo de R$ 250,00 para os trabalhadores em home office, regramento para desconexão, cessão de equipamentos eletrônicos e ergonômicos sem custo para os trabalhadores, entre outros pontos.

A Federação Livre também levará aos empresários a necessidade de garantia dos empregos, já que o setor cresce, mas a renda dos trabalhadores diminui, sintoma claro de precarização das condições salariais e de trabalho e empobrecimento.

Qualificação profissional é outra reivindicação que visa garantir treinamento e aperfeiçoamento dos atuais empregados diante das transformações tecnológicas da implantação da rede de fibra ótica em substituição ao fio de cobre nas redes externas de telecomunicações. O objetivo dessa reivindicação é evitar que as empresas demitam e os substituam por outros trabalhadores já treinados.

Acordos Coletivos por 2 anos objetiva garantir as condições atuais, as cláusulas e direitos neles estabelecidos, em detrimento das crises econômica, social, política e sanitária cujas perspectivas são de um futuro ainda mais difícil para todos os brasileiros, principalmente os mais pobres.

Desafios da implantação do 5G no Brasil

A primeira palestra do seminário foi uma explanação sobre  tecnologia  5G que vai mudar a vida do planeta e, não menos, dos trabalhadores em Telecom.

Realizada pelo engenheiro de Telecomunicações, Conselheiro do Clube de Engenharia, atuando na Câmara de Universalização e Inclusão Digital do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Márcio Patusco Lana Lobo, abordou o tema nos seus diversos aspectos técnicos e nas disputas geopolíticas envolvendo os registros de patentes, marcas e design industrial entre Estados Unidos e China.

Como o Brasil fará um leilão (ainda sem data) das faixas de frequências que cada operadora usará para transmitir sinal de 5G, Patusco deu exemplos de editais do setor no mundo. “Se compararmos com os leilões de França e Estados Unidos, nosso leilão provavelmente será na casa de dezenas de bilhões de reais. É o limiar de uma tecnologia que vai mudar a realidade sob o ponto de vista das aplicações e mobilidade”, ressalta Patusco, que aponta, ainda, que a oportunidade é enorme para o fomento à pesquisa e desenvolvimento, para reativar a cadeia produtiva nacional e a utilização de fundos setoriais (Fust, Finttel e Fistel).

PIB não refletirá melhora na economia

A segunda apresentação abordou as condições econômicas do país e das operadores de Telecom. O economista e diretor adjunto do Dieese, José Silvestre, apresentou uma realidade bastante dura que a classe trabalhadora vem enfrentando, principalmente no setor de Telecomunicações, seja por conta da Pandemia com 20 milhões de infectados e 540 mil mortos pelo coronavirus, seja por conta de um desgoverno, que não tem projeto de desenvolvimento ou de políticas públicas que minimizem os problemas, mas ataca os direitos dos trabalhadores e a soberania do país com a privatização de setores estratégicos (Eletrobrás e Correios) e as reformas administrativa, que penaliza ainda mais os servidores públicos, e a tributária em que os mais pobres vão pagar mais impostos.

Segundo Silvestre, o PIB (Produto Interno Bruto) pode chegar a 5%, mas não recuperará a queda do ano passado (-4,45%); projeta desemprego acima dos 14% da população economicamente ativa, que atinge em maior escala trabalhadores mais jovens (46,5 % até 18 anos e 29,2% até 25 anos).

A projeção do INPC (inflação) pelo Dieese para o mês de agosto atingirá  9,52%  . “Isso representa um grande desafio para a negociação coletiva. Quanto maior a perda salarial dos trabalhadores mais difícil é conquistar sua reposição integral”, pontua o secretário da Federação Livre e presidente do Sinttel-PE, Marcelo Beltrão.

O economista também analisou indicadores financeiros do setor para balizar as negociações com as operadoras: resultados operacionais, despesas com pessoal e os reajustes salariais.

Sem ganho real

Segundo  dados do sistema mediador do Ministério da Economia que registra os acordos e convenções coletivas no setor de Telecom e Teleatendimento, os reajustes conquistados nas negociações –  53,8% – não garantiram reajustes integrais, ficando abaixo do INPC, enquanto 45,6% dos reajustes  zeraram as perdas com a inflação (INPC). Nenhum acordo ou convenção garantiu ganho real.

“Há três anos, as operadoras não reajustam integralmente os salários e os benefícios na data base (setembro) pelo INPC. Porém, as empresas “compensam” com abonos e a distribuição de salários pelo PPR mantendo, até certo ponto, a renda dos/as trabalhadores/as. Porém, a categoria tem perdas acumuladas”, explica o presidente da Federação Livre e Coordenador do Sinttel-Rio, Luis Antonio Silva.

Participantes do Seminário

 

 

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