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PERDAS SALARIAIS

Estratégia da LIVRE garante reajuste na VIVO de 9,85% (no mínimo)

12/08/2021 - 9h14 - Federação Livre - Redação

O reajuste salarial deste ano para os trabalhadores na VIVO será de, no mínimo, 9,85%, podendo ultrapassar a 10%, dependendo da inflação deste mês.

Diferente das demais operadoras, os/as trabalhadores/as na VIVO já podem contar com um reajuste salarial que pode ULTRAPASSAR a 10% na data base (1º de setembro). Tudo depende da inflação que for apurada neste mês de agosto. Em Julho, a inflação foi de 1,02% e em 12 meses chegou 9,85%, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC-IBGE).

Essa é uma grande conquista na ESTRATÉGIA DE NEGOCIAÇÃO no ano passado. A Federação LIVRE e seus sindicatos (Sinttel AM, CE, ES, PE, RJ, RN e RO) brigaram para fazer um acordo coletivo com validade para 2 anos, ou seja, até setembro de 2022. E mais, neste acordo estabeleceu que em setembro de 2021 o reajuste será pelo INPC INTEGRAL, a inflação registrada entre 1º/set/2020 a 31/ago/2021.

Porém, os trabalhadores da VIVO só saberão mesmo de quanto será o reajuste no dia 9 de setembro, quando o IBGE divulgará a inflação acumulada para o mês de agosto.

Negociação  do Acordo Coletivo

Neste ano, a Federação LIVRE iria renegociar com a VIVO somente as cláusulas econômicas do acordo. Porém, já está garantido reajustes não só dos salários, mas também dos auxílio-alimentação (VA, VR e Refeição Extraordinário), creche, cesta básica, babá, para dependentes com deficiência, funeral, condutor; quebra de caixa e reembolso para dirigir veiculo próprio.

Entretanto, a pauta de reivindicações inclui outras discussões importantes, como  o Teletrabalho (home office) que reivindicamos uma ajuda de custo de 250 reais; além de Garantia de empregos; Qualificação profissional e a renovação do Acordo Coletivo por 2 anos.

Reajuste não é aumento real de salário

Como o nome diz, reajuste é um reajustamento, reequilíbrio, um reacerto de contas. E nos salários é a recuperação do poder de compra. Resumindo, significa que o salário recebido em setembro do ano passado, perdeu ao longo dos meses – até julho, 9,85% – quase 10% do seu valor, ou seja, não consegue comprar as mesmas quantidades e mercadorias que comprava.

Segundo o presidente da Federação, Luis Antonio Silva, os salários não terão aumento real.

“A reposição da inflação apenas recupera aquilo que se perdeu. Contudo, essa é uma vitória para os trabalhadores na Vivo, pois há três anos as operadores negavam a reposição integral da inflação. As empresas impuseram a política de abonos remuneratórios que não incorporavam valor  aos salários. E isso se refletia, por exemplo, na redução do valor da aposentadoria e nos depósitos do FGTS do/a trabalhador/a ao longo do tempo de trabalho, explicou Luis. 

Inflação de dois dígitos

O INPC  mede a inflação para as famílias com rendimentos de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.  Acelerou para 1,02% em julho, após a alta de 0,60% em junho. Alta acumulada em 12 meses de 9,85%, acima dos 9,22% dos 12 meses em junho. Em julho de 2020, o indicador ficou em 0,44%, muito abaixo desses 1,02%, divulgados nesta quinta, 12/08.

A inflação tem corroído o poder de compra da classe trabalhadora, principalmente os mais pobres. Alimentos tiveram aumentos significativos: acumulado em 12 meses ficou em 42,96% para o tomate, 34,28% nas carnes, 21,88% no frango em pedaços e 11,29% para o leite longa vida. O arroz, apesar da queda no mês, tem alta de 39,69% em 12 meses.

“Ao longo dos últimos 12 meses tivemos uma alta nos combustíveis e na energia elétrica, itens que pesam bastante no orçamento das famílias. A gasolina é o item com maior peso. As carnes também, todos esses fatores contribuíram para esse aumento.

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