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LiVRE faz pesquisa sobre o trabalho remoto da mulher de Telecom

18/03/2022 - 14h37 - Federação Livre - Tânia Trento

Quais vantagens e desvantagens a mulher – trabalhadora nas empresas do setor de Telecom – teve ao ser transferida para o trabalho remoto? Quais desafios essa mulher, que passou a trabalhar em casa, junto da família, enfrentou para “dar conta do recado”? Ela gosta dessa nova modalidade de trabalho? O que mudou na vida dessa mulher que foi para o home office?

Estas são algumas das perguntas, entre em total de 34 questões objetivas, de múltipla escolha, que devem ser respondidas uma pesquisa intitulada “Percepções das Trabalhadoras sobre Home Office/Trabalho Remoto”.

É uma iniciativa do Coletivo de Mulheres e da secretaria de Mulheres e Diversidade da Federação LiVRE e os sindicatos filiados e faz parte das ações desenvolvidas para o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e a jornada de lutas das mulheres.

Voluntariamente coordenada pela professora da Universidade Federal Fluminense (UFF/RJ), Maria Cristina Paulo Rodrigues, a pesquisa será aplicada em mulheres da categoria que estiveram ou ainda estão em home office, nos estados do Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Rondônia.

Segundo Cristina, a pesquisa pretende trazer à tona as percepções e experiências das mulheres do setor de Telecom nesta modalidade de trabalho que, antes da pandemia de Covid-19 era residual e de uma forma até brusca, por conta das medidas sanitárias importantes, obrigou milhares de trabalhadores a desempenhar suas funções em casa, enfrentando dificuldades enormes.

“Estamos no terceiro ano da pandemia e essa modalidade nova de trabalho trouxe dificuldades, novas questões que a Federação e os Sindicatos devem conhecer melhor, para desenvolverem estratégias de proteção da trabalhadora e o seu trabalho.

(Maria Cristina Rodrigues)

A partir dos resultados, a Federação LiVRE e seus sindicatos objetivam buscar melhores condições de saúde no ambiente de trabalho, remuneração, ajuda de custo e corrigir abusos impostos pelas empresas às trabalhadoras em regime remoto, por meio de negociações coletivas.

No mundo e no Brasil, muitas pesquisas vêm sendo feitas e revelam uma realidade muito dura, principalmente para as trabalhadoras, que passaram a trabalhar em casa. Mas também mostram que a maioria não o desaprova totalmente o home office, mesmo nos casos em que a mulher teve que aumentar a jornada de trabalho para atingir a produtividade, cuidar da casa e dos filhos em idade escolar, colaborando para o aparecimento de doenças que ela não tinha.

E para Cristina, certamente essa percepção a pesquisa revelará como foi e está sendo esse momento na vida das mulheres do setor.

A pesquisa é um instrumento para enxergar a realidade, mas também para enfrentar essa realidade”.

(Maria Cristina Rodrigues)

A aplicação dos questionários ficará a cargo dos sindicatos. A meta é conseguir que três mil mulheres do setor, nas empresas Operadoras de Telefonia, Teleatendimento, Prestadoras de Serviços terceirizados em rede e provadores de internet — que estiveram ou estão em home office — respondam a pesquisa.

Não é uma pesquisa por amostragem, mas exploratória, de adesão. Por isso, é importante que os SINTTELs em todos os estados se empenhem em levar a pesquisa para todas as empresas que adotaram o regime de trabalho em home office.

Cada trabalhadora gastará em média 10 minutos para responder as questões em formulário on-line pelo celular, tablet ou computador.

Veja a entrevista

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