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Data base 1º de janeiro

Livre inicia negociações coletivas no setor de Teleatendimento

12/02/2021 - 19h33 - Federação Livre - Redação

Nesta quinta-feira, 11 de fevereiro, ocorreu a primeira telerreunião entre a Comissão de Negociação da  FEDERAÇÃO LIVRE – composta pelos Sinttel RN, PE, RJ e ES -, os representantes da FENINFRA  (Federação Nacional de Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática) e do SINSTAL (Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços e Instaladoras de Sistemas e Redes de TV por Assinaturas – Cabo – MMDS – DTH e Telecomunicações) – entidades patronais que representam as empresas desse setor no país. Também estiveram presentes representantes da  Teleperformance e da  NeoBPO.

Desde 1998, a Teleperformance Brasil vem atuando em São Paulo e na região metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte, somando mais de 23.000 empregados/as.

Não houve discussão de nenhuma das reivindicações da categoria. As representações fizeram uma breve avaliação da conjuntura nacional com ênfase na pandemia, que compromete a economia do país, o que requer dos negociadores grande empenho no sentido de preservar os empregos e garantir a justa remuneração do trabalho de teleatendimento.

A próxima telerreunião ficou agendada para o dia 25 de fevereiro, quando será debatida a melhor proposta para a convenção coletiva, cuja data base é primeiro de janeiro.

Certamente muito terá que se discutido nessa negociação como reajustes salariais e nos benefícios, mas, principalmente, a transferência do “custo do trabalho” que antes da pandemia era exclusivo das empresas. Com a implantação do sistema de home office/Teletrabalho após a edição da  Medida Provisória 927/2020, esses custos foram transferidos para os/as trabalhadores/as que passaram a trabalhar em casa, evitando a aglomeração e o risco de contrair o Coronavírus.

A maioria dos teleoperadores em home office teve que pagar para trabalhar, basicamente com o aumento na conta de energia elétrica e internet. Outros passaram a usar os próprios aparelhos tecnológicos, como computadores e smartphones. Também tiveram que dividir a casa com a empresa, sem as condições ergonômicas estabelecidas na NR 17.

Do outro lado, as empresas economizaram dos call centers energia elétrica, internet, água: reduziram drasticamente os serviços e materiais de limpeza, o cafezinho, os materiais de higiene pessoal, etc.

Ou seja, as empresas se apropriaram dessa economia, enquanto que os/as teleatendentes foram para o sacrifício: cumprir metas sem ter as condições adequadas de trabalho e sob a ameaça de advertências e até demissão.

É preciso que a negociação coletiva estabeleça regras expressas na obrigatoriedade de as empresas assumirem os custos com infraestrutura, equipamentos tecnológicos e ergonômicos necessários à realização do teletrabalho e formas de auxílio ou ressarcimento desses custos assumidos pelos trabalhadores fora das instalações das empresas.

Não custa lembrar que, nos termos do artigo 2º da CLT, “empregador é aquele que assume os riscos da atividade econômica”.

A Comissão de Negociação do Teleatendimento na Federação Livre é composta pela Coordenadora Iara Martins e Deyse Vale (Sinttel-RN), Nilson Hoffmann (Sinttel-ES), Ricardo Pereira (SinttelRio) e Mikael Filipe de Lima Nascimento (Sinttel-PE).

A Federação Livre mantém um canal de comunicação nesta campanha  livre@federacaolivre.org.br. Todas as informações,  boletins informativos e vídeos estarão à disposição no site e nas redes sociais:

     

 

 

 

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