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28 pessoas assassinadas

Livre pede apuração imparcial e transparente de mortes no Jacarezinho

13/05/2021 - 6h42 - Federação Livre - Tânia Trento

A Federação Livre enviou carta a diversos órgãos de Estado no Rio de Janeiro e também à OEA e à ONU cobrando uma apuração transparente dos responsáveis pela ação desastrosa e violenta da Policia Civil carioca, na semana passada, quando invadiu a Favela do Jacarezinho e deixou um saldo de 28 pessoas assassinadas. No confronto, um policial também morreu.

A correspondência foi enviada ao Governador do Rio de Janeiro Cláudio Bomfim de Castro e Silva; ao presidente do Ministério Público do Estado Rio de Janeiro (MP-RJ), desembargador Luciano Mattos; ao Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta; ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira; ao  Presidente da ALERJ, o deputado estadual André Ceciliano (PT) e à presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, deputada Dani Monteiro (Psol), aos vereadores Carlos Caiado, presidente da Câmara Municipal do Rio, e Teresa Bergher, presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania.

Responderam ao requerimento da Federação, o presidente da Câmara de Vereadores -RJ e os presidentes do TJ-RJ e MP-RJ.

Também receberam a carta, a Secretária-Geral da UNI Global Union, Christy Hoffman, além de Antonia Urrejola Noguera, Comissária CIDH da OEA, em Washington D.C. e Michelle Bachelet, Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, em Genebra – Suíça.
O presidente da Livre, Luis Antônio Souza da Silva, ressalta no documento que:
“Não podemos aceitar que a chacina praticada contra uma população pobre, negra, favelada aconteça em meio à pandemia que castiga o país há mais de um ano, com quase 450 mil mortos. A ação, determinada pelo governador, sob o pretexto ainda não esclarecido de investigar o aliciamento de crianças e jovens pelo tráfico de drogas desobedeceu uma ordem do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu operações policiais nos morros e favelas do Rio, pelo tempo em que a pandemia perdurar. E somente em casos excepcionais poderia ser realizada, com o acompanhamento do Ministério Público Estadual. Uma operação ilegal, sangrenta, vergonhosa”.
E finaliza, exigindo:
“Essa matança não pode ficar na lembrança das sangrentas estatísticas, apenas. Exigimos uma investigação imparcial para apurar as responsabilidades do governo, dos policiais, do delegado e de quem mais participou. Não há licença para matar, governador, apesar da sua aliança com o governo do genocida Bolsonaro. E que seja feita com transparência para as famílias que perderam seus entes queridos e toda a sociedade”.
Leia o documento na íntegra.

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