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Lula volta a ser elegível

Opera Mundi: Fachin anula condenações do ex-presidente Lula

09/03/2021 - 18h25 - Federação Livre - Tânia Trento

Ministro declarou incompetência da Justiça Federal do Paraná em meio a denúncias de parcialidade de membros da Lava Jato e de Sergio Moro

REDAÇÃO OPERA MUNDI São Paulo (Brasil) 8 de mar de 2021 às 16:37

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou na tarde desta segunda-feira (08/03) todos os atos processuais da Lava Jato de Curitiba (PR) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com a decisão, o ex-presidente está novamente elegível.

Fachin atendeu a um habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente que dizia que alegava incompetência de Curitiba para o julgamento dos casos do “triplex” do Guarujá, do Sítio de Atibaia e do Instituto Lula.

O ministro declarou a incompetência da Justiça Federal do Paraná nos casos, em meio a denúncias de parcialidade de membros da força-tarefa e do ex-juiz Sergio Moro.

No jargão jurídico, a 13ª Vara de Curitiba não seria o “juiz natural” dos casos. Os processos serão analisados novamente, desta vez pela Justiça Federal do Distrito Federal, à qual caberá dizer se os atos realizados nos três processos podem ou não ser validados e reaproveitados.

Reprodução/Ricardo Stuckert – Com a decisão, o ex-presidente está novamente elegível.

No último final de semana, uma pesquisa realizada pelo Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) mostrou que o potencial de votos do petista nas eleições presidenciais de 2022 é 12 pontos percentuais maior que o do atual presidente, Jair Bolsonaro (sem partido).A decisão de Fachin acontece em meio ao aumento dos questionamentos sobre a atuação dos procuradores da Operação Lava Jato e do ex-juiz federal Sergio Moro em razão das mensagens obtidas pela Operação Spoofing e dos diálogos da Vaza Jato. *Com Brasil de Fato e Fórum

‘Ícone da esquerda, Lula poderá enfrentar Bolsonaro em 2022’, diz Guardian; veja repercussão

Diário britânico afirmou que ex-presidente foi ‘afastado’ de concorrer nas eleições de 2018; ministro Fachin anulou condenações do petista

A anulação de todos os atos processuais da Lava Jato de Curitiba (PR) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (08/03) ganhou destaque na imprensa internacional. Chamado de “ícone da esquerda” pelo The Guardian, jornal britânico afirmou que o petista poderá enfrentar Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022 no Brasil.

O periódico aponta que a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), “restaurou” os direitos político de Lula, indicando uma possível candidatura do ex-presidente ao cargo mais alto da República.

“A decisão, que os analistas chamaram de bomba política, significa que Lula, quase certamente, desafiará o atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, nas eleições presidenciais de 2022”, disse o jornal.

O Guardian ainda declarou que Lula “supervisionou um período histórico de crescimento” do país, de redução da pobreza e que foi “afastado” em 2018 de concorrer às eleições.

Al Jazeera

A emissora Al Jaazera, por sua vez, apontou que a decisão de Fachin “abre as portas” para Lula “concorrer em 2022”. Segundo a mídia, a anulação das condenações contra o petista “abriram a disputa” pelo cargo de presidente.

“A decisão, que será revista pelo Supremo Tribunal Federal, restaurou os direitos políticos de Lula, potencialmente abrindo a disputa presidencial de 2022, quando o presidente de direita Jair Bolsonaro deve buscar a reeleição”, disse o Al Jaazera.

Ricardo Stuckert – Ministro do STF, Edison Fachin, todos os atos processuais da Lava Jato de Curitiba (PR) contra o ex-presidente Lula

Le Monde

Para o jornal francês Le Monde, a decisão de Fachin teve um “efeito de bomba” no Brasil, apontando que o ministro considerou que o tribunal de Curitiba “não era competente” para julgar tais casos.

O periódico afirma ainda que quando Lula foi preso, em 2018, o ex-presidente “era considerado o favorito das urnas para as eleições presidenciais de outubro de 2018”.

“Dois anos e meio depois, em pesquisa recente, Lula parece ser o único capaz de derrotar o presidente Jair Bolsonaro nas próximas eleições de 2022”, diz Le Monde.

Página/12

O jornal argentino Página/12 apontou que o ministro Fachin é um juiz “conhecido por estar alinhado com as denúncias e processo promovidos pela Operação Lava Jato”, e afirmou que tal decisão acontece “após o escândalo gerado pelo vazamento de mensagens que expunham o que Lula e o PT sempre denunciaram”.

“Lula foi preso no meio de uma operação que foi veiculada em todo o mundo e teve que rebaixar permanentemente sua candidatura”, disse.

Página/12 recordou ainda que o juiz Sergio Moro, o “arquiteto do Lawfare brasileiro”, segundo o periódico”, “seria premiado meses depois”, quando o foi nomeado como ministro da Justiça no governo Bolsonaro.

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