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Minoria decide

Proposta da Oi teve aceitação de 72% dos votos na assembleia

16/12/2021 - 7h58 - Federação Livre - Redação

Dos 2.197 que votaram, 72% ou 1.581  aceitaram a proposta.

A assembleia de votação online realizada nesta quarta-feira (15), para avaliação dos trabalhadores na Oi, aprovou a proposta da empresa.

Dos 4.755 empregados/as que poderiam participar nos estados AM, CE, ES, PE, RJ, RN e RO, representados pela Federação Livre, menos da metade — 2.197 ou 46,2% — acessou a plataforma de votação.

Desse total,  72% ou 1.581 trabalhadores aceitaram a proposta, que foi rejeitada por 26%. A abstenção foi de 2% ou 44 votos. No Rio de Janeiro foi onde houve a maior rejeição.

Jogaram a toalha

O resultado da assembleia da Oi mostra exatamente o clima dentro da empresa: insegurança, diante do processo de Recuperação Judicial, milhares de demissões; o fechamento das lojas; reestruturação com fatiamento da empresa; insatisfação pelo não reconhecimento do desafio monstro que a turma vem enfrentando com empenho e dedicação.

Há uma certa dose de desesperança. Tanto que a maioria  — 2.578 trabalhadores/as — sequer foi votar. Abriu mão de decidir. E, se juntarmos com os que rejeitaram a proposta, esse número se eleva para 3.150.

A proposta da Oi é a pior entre as de demais operadoras TIM, VIVO e CLARO.

A Federação LiVRE fez um esforço grande para que a renda dos/as trabalhadores/as — soma de reajustes nos salários e benefícios + abono (ticão) e PPR — não fosse reduzida. As reivindicações levadas à mesa de negociação foram: reposição de 11,08% (NPC integral) para salários e benefícios; Ajuda de custo no home office de R$ 250,00; Antecipação de 1/2 salário de PPR/2021, garantia de empregos e acordo por 2 anos.

“E foram reuniões longas, exaustivas: saímos do ZERO de reajuste e abono, na  primeira reunião, para 3% em Julho, depois 3,5%, 4,5% em Maio, 6%, 7%, 7,5%, 7,8% e, por fim 8%. Da mesma forma foi a negociação do Abono, que a empresa não queria dar, depois ofereceu R$ 850 e, no final, R$ 2.500,00. E isso só foi possível porque estavam juntas as três federações que representam os trabalhadores. As reivindicações da categoria esbarraram na intransigência da empresa que, lamentavelmente, não fez o adiantamento do PPR e pagará o  ticão após o Natal”, resumiu Luis Antonio Silva, presidente da Federação LiVRE.

O momento é muito difícil tanto de fora, com o país empobrecido, de famintos e desempregados; inflação alta e carestia, quanto dentro da empresa em que trabalhadores vivem o seu esfacelamento. Mas, nem tudo esta perdido. Mesmo com o reajuste de 8% em maio do ano que vem, o Acordo Coletivo terá validade até 2023. O que garante todos as vantagens existentes hoje no Acordo até lá, incluindo a nova empresa V.tal.

A Oi sabe que deixou insatisfeita uma parcela enorme dos seus trabalhadores, diante do que ofereceu:

Proposta aprovada: 

Votação nos estados

 

Poderiam ter participado 74 trabalhadores no AM, 214 no CE, 81 no ES, 216 em PE, 4.050 no Rio,  60 no RN e 60 em RO, somando 4.755 empregados/as.

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