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Proposta da Vivo: grana extra na mão durante 6 meses

24/09/2020 - 16h32 - Federação Livre - Redação

A proposta de Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2022 da Vivo que será apreciada nesta sexta-feira, 25, pela categoria em assembleia virtual tem perdas e ganhos. Perdas porque abono não recompõe o poder de compra dos salários, já que será dado uma única vez e não incide no FGTS e no INSS. Os reajustes sim, estes dão aos salários seu real valor.

Porém, da forma como foi construída a proposta e, se for aprovada por maioria nas assembleias que serão realizadas pelas 3 federações que negociaram com a empresa, entre elas a Livre que reúne o Sinttel-AM, Sinttel-CE, Sinttel-ES, Sinttel-PE, SinttelRio, Sinttel-RN e Sinttel-RO todos os trabalhadores e trabalhadoras na Vivo receberão uma grana extra durante seis meses. Analise a figura:

Além dessas conquistas econômicas, tem a garantia do Acordo por 2 anos, mantendo todos os direitos e benefícios, a garantia dos postos de trabalho, os carros agregados até 2021.

Ou seja, pelo que a empresa expôs nas primeiras reuniões ameaçando retirar direitos, com reajuste zero, sem PPR ou abono, chega-se na assembleia com uma proposta que pode ser avaliada pela categoria, pois acima de tudo, não se perdeu nada. Isso demonstra a força dos Sindicatos na mesa de negociação, peitando a empresa, não aceitando levar para a categoria uma proposta que precarizava, que desvalorizava os salários e os benefícios, que reduzia a renda.

Foram 4 reuniões muito desgastantes. A ultima durou quase 10 horas, ali retrucando os argumentos da empresa, contestando os números, fornecendo alternativas. Nesse ano, a Federação Livre pressionou a empresa desde o início, levando uma pauta enxuta, com apenas seis itens prioritários: Reajuste, PPR, Garantia de Emprego, Home Office, Acordo por 2 anos, garantida a data base.
Essa estratégia liquidou as más intenções da Vivo em se aproveitar da pandemia e impor aos empregados perda de direitos.

Sua contribuição com os Sindicatos é mais que importante. É imprescindível

Como nos anos anteriores, junto da proposta de Acordo Coletivo da Operadora, que será apreciada em assembleia estará incluída, também, a contribuição de R$ 190,00 que é feita junto do pagamento do abono, lá em janeiro /2021.

Lembramos que este recurso é pago aos Sindicatos pela empresa por intermédio de cada trabalhador da Vivo. E é feito desta forma para justificar, na contabilidade, um valor que entra e que sai ao mesmo tempo. Por isso, este valor é lançado no contracheque.

Em função disso conclamamos a todos/as os/as trabalhadores/as que reconheçam o papel que os Sindicatos da Federação Livre tiveram neste momento de Pandemia, garantindo aos trabalhadores o PPR, a manutenção de todos os benefícios vigentes e de postos de trabalho até agosto de 2021, entre outros garantias.

Ressaltamos que esta contribuição só se dará em janeiro de 2021, que é quando está previsto o pagamento do abono.

Também será feita uma contribuição (1%) nos valores recebidos a título de PPR, limitado R$ 100,00. Ou seja, cada trabalhador beneficiado com o recebimento do PPR vai contribuir com 1%, tanto no que receber de adiantamento, como em março de 2021, quando a empresa faz o pagamento final do PPR. Sempre limitado ao valor máximo de R$ 100,00 de contribuição.

Aqueles/as trabalhadores/as que não concordarem com estas contribuições poderão entregar, nos sindicatos, uma carta de oposição, escrita de próprio punho, individualmente, no período de 28 de setembro de 2020 até dia 2 de outubro de 2020.

Informe-se sobre o horário de funcionamento do Sinttel da sua cidade, nos estados do Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e de Rondônia.

Lembre-se: Quem defende trabalhador/a é o Sindicato!

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