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Negociação Salarial

TIM oferece 3%. Comissão rejeita e cobra INPC integral

27/08/2021 - 11h41 - Federação Livre - Redação

Apesar de ter saído na frente de todas as concorrentes, abrindo a campanha salarial nas operadoras, a TIM meio que decepcionou a Comissão de Negociação da Federação LiVRE que esperava chegar a uma proposta razoável. Não rolou.

E nem todo o lucro líquido de R$ 681 milhões, registado pela Operadora TIM no segundo trimestre de 2021 – alta de 154,7% – em relação ao mesmo período do ano passado, marcado pela pandemia do Covid-19, fez a empresa chegar à esta telerreunião de negociação das cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2022 com uma proposta que atendesse aos anseios dos seus 9.500 empregados e empregadas.

A empresa apresentou uma proposta insignificante: 3% para salários e benefícios. E diante dos seus excelentes resultados e, principalmente, da inflação galopante que o país vem registrando, a Comissão de Negociação rejeitou a proposta. No mês de Julho/21, a inflação registrada  pelo INPC do IBGE foi de 9,85% e a de agosto – que é referência para o mês da data base (setembro) para os trabalhadores da TIM – deve passar dos dois dígitos.

E essa é a principal reivindicação dos empregados. A pauta de reivindicações encaminhada pela Federação LiVRE à representação da operadora italiana busca a reposição integral da inflação na data base, objetivando repor o poder de compra dos salários.

Além disso, a Federação LiVRE pleiteia ampliação da ajuda de custo do Teletrabalho para R$ 250,00, garantia de empregos/postos de trabalho, qualificação profissional para os trabalhadores da empresa operarem as novas tecnologias (fibra e 5G) e Acordo Coletivo com vigência para 2 anos.

E não há previsão de uma nova reunião.

As  demais  operadoras já receberam a pauta de reivindicação, mas até o momento estão fingindo-se de mortas.

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