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#BAmazon Union

Trabalhadores/as da Amazon no Alabama tentam criar sindicato

22/03/2021 - 14h50 - Federação Livre - Redação

Sábado, 19/03, foi o dia global de apoio à criação do BAmazon Union, uma campanha do Conselho Centro-Sul do Sindicato do Varejo, Atacado e Armazém (RWDSU) filiado à Uni Global Union para se fortalecer o voto SIM na criação de um sindicato na Amazon – uma das empresas mais ricas do mundo, no Alabama, Estados Unidos. Muito diferente do modelo de liberdade e autonomia sindicais no Brasil, a representação sindical norte americana é por empresa – e para criar um sindicato é preciso a assinatura expressa de 50% mais um do total de empregados.

A Federação Livre de Trabalhadores em Telecom está na campanha e fez uma mensagem  para as redes sociais apoiando a iniciativa dos trabalhadores na Amazon do Alabama. Usem a hashtag #BAmazonUnion

Os/as trabalhadores/as na empresa têm até o dia 29 de março para votar SIM, expressando publicamente que desejam a criação do BAmanzon Union. O voto é coletado pelos Correios. Eles enfrentam, claro, a oposição da empresa, que, ao pé do ouvido, desestimula a representação sindical.

Coordenados pelo RWDSU,  a campanha tem um comitê organizador movido por trabalhadores da Amazon em Bessemer, Alabama, que lutam para ter um sindicato na Amazon, que daria o direito de negociar coletivamente, garantindo um assento à mesa com a empresa e tornar as condições de trabalho mais seguras, lutar pelos benefícios necessários e garantir bons empregos na comunidade.

Um longa história de problemas de segurança no local de trabalho

Trabalhar na Amazon é extremamente perigoso. O histórico das condições de trabalho mortíferas e desumanas da Amazon são conhecidas. Dezenove trabalhadores morreram nas instalações da Amazon desde 2013. Os trabalhadores do armazém enfrentam cotas de trabalho exorbitantes que deixaram muitos com doenças e ferimentos ao longo da vida.

O Conselho Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional (COSH Nacional) nomeou a Amazon duas vezes para sua lista de empregadores “Doze Sujos”. Os trabalhadores não toleram mais ser submetidos a práticas de trabalho abomináveis ​​que os deixam hospitalizados ou feridos para o resto da vida. Sem mudança, nada muda; essas são as palavras pelas quais vive o Conselho Centro-Sul da RWDSU. Quando os trabalhadores se unem para formar um sindicato, eles conquistam dignidade e respeito no trabalho.

 

Em 2019, a RWDSU juntou-se a líderes comunitários, funcionários eleitos, outros sindicatos e líderes religiosos, todos levantaram preocupações sobre um acordo – feito em segredo e sem qualquer contribuição da comunidade – que a Amazon, uma das empresas mais ricas do mundo, receberia US $ 3 bilhões em subsídios fiscais. A Amazon optou por se afastar abruptamente da cidade de Nova York, em vez de se envolver em qualquer discussão significativa sobre o desenvolvimento responsável. A lição da reação contra o acordo abandonado da Amazon em Nova York é que as empresas – não importa o quão poderosas – devem ser responsabilizadas pela maneira como tratam seus trabalhadores e por seu efeito nas comunidades às quais vêm. E, as autoridades eleitas devem compreender que o desenvolvimento econômico deve ser feito com responsabilidade, levando em consideração os interesses dos trabalhadores e de suas comunidades. O desenvolvimento econômico pode e deve beneficiar a todos.

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