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Negociação difícil

Vivo continua negando reivindicações dos/as trabalhadores/as

10/09/2020 - 10h54 - Federação Livre - Redação

A terceira telerreunião de negociação salarial, realizada com a Vivo nesta quarta-feira, 09/09, não trouxe nenhum avanço nas reivindicações dos trabalhadores. A pauta com apenas seis Itens prioritários nessa campanha salarial durante a Pandemia de Coronavírus vem sendo negada pela maior operadora de telefonia do país. No entanto, a Vivo baixou a guarda quanto a retirar conquistas do atual acordo. O recuo deveu-se à pressão feita pela Comissão de negociação da Federação Livre.  Nova reunião está marcada para o dia 21/09.

Ao contrário da TIM que formalizou uma proposta econômica e social em que só não atendeu ao pedido de reajuste salarial, a Vivo somente acenou com o pagamento do adiantamento do PPR para este ano e a vigência de 2 anos para o novo acordo.

As outras reivindicações como reajuste de salários e benefícios pelo INPC  mais 5% de ganho real na data-base (1º de setembro/2020); Garantia de emprego e o estabelecimento de regras para o trabalho em regime de home office foram menosprezadas, como se não fossem importantes.

No atual acordo a empresa queria:

Acabar com a homologação das demissões nos Sindicatos

Estender para 18 meses o Banco de horas

Mudar o pagamento do 13º salário, pagando conforme a lei, metade em novembro e o restante em até 20 de dezembro.

Porém, voltou atrás e propôs:

Adiantar parcela da PPR-2020 – fará um adiantamento ainda este ano, ao contrário do que tinha proposto na reunião anterior;

Reajustar benefícios em setembro de 2021 e com apenas 85% do INPC 

Aplicar um  Abono  somente em 2021 de 35% do salário nominal que varia de R$ 1.000 a R$ 2.500

Criar uma comissão para em 120 dias discutir regramento para Teletrabalho 

A empresa não se mostrou nada preocupada com :

Garantir postos de trabalho na pós pandemia

E continua firme na proposta de acabar com o Carro agregado 

O diretor do Sinttel-ES, Reginaldo Domingos, membro da Comissão de Negociação da Federação Livre, disse que as intenções da empresa são muito ruins, pois ela quer um acordo para dois anos, mudando algumas cláusulas importantes e já definindo o reajuste de 85% do que for a inflação (INPC) do período para 2021, quando deveria se discutir no ano que vem as cláusulas econômicas de todo o acordo. “Enfrentaremos uma severa crise, com queda drástica do PIB e um futuro muito incerto para definirmos agora, neste momento, um reajuste para o ano que vem”, destacou.

E ele relembrou que desde 2016 a empresa vem adotando essa forma de negociação. “Já tem 4 anos que a Vivo oferece abono e joga a reposição da perdas salarias pro ano seguinte. Sempre dando um calote nos trabalhadores, cujos salários vão a cada ano perdendo o poder de compra, em troca de abonos compensatórios”, disse o diretor.

A Comissão da Livre não aceita a proposta da empresa em extinguir o carro agregado em 2021. E também quer discutir regramento para o Teletrabalho já, porque os/as trabalhadores/as é que estão custeando energia, internet, sem equipamentos e mobiliários adequados ao trabalho, sem definição de horário para desconexão.  “A TIM apresentou uma proposta de acordo de home office com mais de 60 cláusulas definindo regras, com custeio de despesas e ajuda de custo para quem for trabalhar dentro de casa. Por que a Vivo precisa de 120 dias para apresentar uma proposta de acordo para o regime de teletrabalho?”, questiona Reginaldo”.

Outra cobrança da Comissão de Negociação da Livre é quanto ao pagamento da periculosidade para Técnico de Telecomunicações que estão alocados na parte administrativa da operadora. “No ano passado, ficou definido que um estudo interno seria apresentado em janeiro de 2020, dando conta do número de técnicos e a realocação deles em áreas operacionais com o pagamento da periculosidade. Por causa da pandemia o assunto ficou congelado, mas cobramos dos representantes da empresa agilidade no pagamento de periculosidade para os técnicos”.

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